
"Ela saltou em meio da roda, com os braços na cintura, rebolando as ilhargas e bamboleando a cabeça, ora para a esquerda, ora para a direita, como numa sofreguidão de gozo carnal, num requebrado luxurioso que a punha ofegante...a tremer toda, como se fosse afundando num prazer grosso que nem azeite...Depois, como se voltasse à vida, soltava um gemido prolongado, estalando os dedos no ar e vergando as pernas...sem nunca parar com os quadris, e...freneticamente, erguendo e abaixando os braços, que dobrava,ora um, ora outro, sobre a nuca, enquanto a carne lhe fervia toda, fibra por fibra, titilando."
autor: Aluísio Azevedo
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